A noite é tua, nua,
brilho enternecido.
Veste a rua, crua,
olhos aquecidos.
Não se insinua,
acolhe os esquecidos.
Devassa, míngua,
nos torna embebidos.
Da alma à língua,
sentimentos envolvidos.
Sempre a lhe soar,
ao pé do teu ouvido.
Quem nasce lua,
não vira sol.
Marcelo Albertini
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