quinta-feira, 14 de maio de 2015


Nada de tabaco...

Nada de erva...

E como tragava...

Tragava muito,

mas só tragava

Amor de leve,

pra não se entorpecer

de peso.



Marcelo Albertini

quarta-feira, 6 de maio de 2015


Encantadamente
 
Fico tão contente
quando leio um poema,
o qual me faz esquecer
que sou gente.
 
Marcelo Albertini

quando se é pó

e o vento passa.

na garganta nó,

coração disfarça.

a dor de cipó

foge na trapaça,

mas o amor sem dó

enfrenta... e se espalha.

 

Marcelo Albertini

 

terça-feira, 28 de abril de 2015


via de regra

 

sem nenhuma

regra sequer

tão simples quanto

a teoria do caos

tudo o que

não cabe em mim

transborda

num poema

qualquer

 

Marcelo Albertini

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015


é tanta
saudade
que não se faz
distante
neste texto
que se fez
gigante
que eu fico
pontuando
o antes
com tanto faz.
 
Marcelo Albertini
 
 

não me quis
verso

não me quis
poesia

disperso
fui acolhido
por um coração

submerso
num tum tum
consonante

virei melodia.

Marcelo Albertini

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015


Eu era
feliz e infeliz
naquelas linhas
que eu mesmo
escrevia.
Eram só
palavras,
mas sustentavam
firmemente
tudo o que eu
sentia.
 
Marcelo Albertini
corações enjaulados
o único erro era
estarem separados.


Marcelo Albertini

sábado, 31 de janeiro de 2015

Espantei a garoa
pra outro canto.
Aqui nesse fundo
chamado âmago,
gosto de chuva
tempestuosa.


Marcelo Albertini

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

domingo, 25 de janeiro de 2015


Deito as mágoas
no sofá da sala
e me deito na cama.
 
Marcelo Albertini

A menina dos seus olhos
está nos olhos
de outro alguém?

"...Ela nunca foi sua. Amém!..."

Marcelo Albertini

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015


Submerso no (a)mar

não se consegue respirar.

 

É preciso que tenhas

(am)ar comprimido.

 

Marcelo Albertini

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015


parece até
coisa de grego.
 
mas no teu
avesso
encontro
meu lado
direito.
 
e o esquerdo
bate sem parar.
 
Marcelo Albertini

tive uma overdose

 

de lirismo

 

quando fui cativo         

 

em teu coração.

 

 

Marcelo Albertini

 

domingo, 18 de janeiro de 2015


A noite é tua, nua,

brilho enternecido.

 

Veste a rua, crua,

olhos aquecidos.

 

Não se insinua,

acolhe os esquecidos.

 

Devassa, míngua,

nos torna embebidos.

 

Da alma à língua,

sentimentos envolvidos.

 

Sempre a lhe soar,

ao pé do teu ouvido.

 

Quem nasce lua,

não vira sol.

 

Marcelo Albertini

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

No fim da luz,
alguns versos.
No fim dos versos,
a luz.


Marcelo Albertini

Nada lhe será apropriado

se não se desapropriares

das amarras que travam

o seu coração.

 

Marcelo Albertini

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015


são só
poemas
a sós
remoendo
problemas.
 
Marcelo Albertini

Dentro de alguns braços

Entrelaçados

Existem tantos laços

Que nem a distância

Consegue desfazer.

 

Marcelo Albertini

Sou mar...

Espero a maré subir

Pra te ver melhor, luar.

 

Marcelo Albertini

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015


Poeta, eu?

 

Ainda não sei

o que quero ser

quando eu crescer.

Enquanto não cresço,

escrevo.

 

Marcelo Albertini

virar a página é fácil,

 

difícil é esquecer seu conteúdo.

 

virar a página é rápido,

 

demorado é esquecer seu conteúdo.

 

Marcelo Albertini

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015


a dor é

a metade do caminho

para o amor,

que é um caminho

sem fim.

 

Marcelo Albertini

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015


sobre essência...

...musical

 

às vezes

fico sem tom,

mas Jobim

"não sai de mim,

não sai".

 

Marcelo Albertini

terça-feira, 6 de janeiro de 2015


Amava barcos
com cascos furados.
 
Não. Não amava
os naufrágios.
 
Apenas amava barcos
com cascos furados.
 
Não. Não se importava
com os naufrágios.
 
Marcelo Albertini

A cadeira vazia

que havia na varanda

eu ocupei

 

A esperança tardia

que vagava nas entranhas

ressuscitei

 

Marcelo Albertini
"...silêncio..."

bocas caladas
se beijam.

Marcelo Albertini

sábado, 3 de janeiro de 2015


O copo pode estar
 
vazio
 
Mas o peito está sempre
 
cheio
 
Sem álcool às vezes fico
 
sombrio
 
Em torpe enxergo melhor
 
o recheio.




[não quis dizer: bebam.


quis dizer: sintam-se]


 
Marcelo Albertini

vai...

enquanto a dor

se esvai

em prantos o ardor

se desfaz

enquanto o amor

se refaz

buscando calor

noutro cais.

 

Marcelo Albertini

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015


Teoria da origem poética
 
E num Big Bang de corações apaixonados
voou sentimentos para todos os lados.
 
Marcelo Albertini

Tenho notado
que todas as boas novas
do presente,
trazem consigo algum resquício
do passado.
 
Marcelo Albertini